terça-feira, 3 de março de 2015

Owwwnnn, momento fofura!!! Pena que por tras dessa imagem "cute" tem histórias de dor.

  É tão fofo né? Filhotinhos juntos! As gatinhas são Kit e Kat, bebezinhos de aproximado 1 mês e pouquinho de vida que brincam, fazem gracinhas, todo dia é uma novidade para elas, cada carinha, cada pulinho dá vontade de espremer, devagarinho, mas dá, rsrsrs.
 O cachorro é Xãoxão, mais ou menos quatro anos, menino fofo, bonzinho, adora colo e carinho, as vezes faz barulho a toa, coisa de personalidade que a gente sempre tenta corrigir, mas é um doçura, faz festa para todo mundo e adora fofocar, não pode ver ninguém falando em direção ao que ele não consegue ver que pede para ver também. 

Sabe a diferença desses bebês para uma criança? Esses serão sempre dependentes, eternos bebês em corpo de adultos com perspectiva de vida média de 15 anos. Pois é, é a dor nessa história, junto com esses tenho mais cinco cachorros e oito gatos, tudo bem que as Kit e Kat irão morar com a minha mãe daqui um tempo, (ai, já está me dando saudade) e nenhum deles nasceram de nenhuma cria daqui de casa, não foram comprados e nem estávamos atrás de animais para adoção, são vítimas da maldade, irresponsabilidade e covardia humana que pensa ser dona de tudo e trata tudo como descartável e inútil quando acha que não serve mais para ele. As gatinhas meu marido encontrou em plena segunda-feira cedo de carnaval, no dia seguinte de um temporal que causou grandes prejuízos no meu bairro, em uma caixa de papelão molhado, parecendo dois trapinhos imundos, entregues ao próprio azar, o Xãoxão tem esse nome a partir de Lixão que foi seu primeiro nome devido ao aspecto que apareceu no quintal da minha avó, vindo sabe lá de onde, com o pelo tão embaraçado que a tesoura mal passava para cortar, se tornaram placas sólidas, tão encolhido e receoso que as pessoas tiveram medo de chegar perto.
Agora estão aqui, juntos com todos os outros que tenho com histórias semelhantes de abandono e traição, criaturas que só querem dar amor e que receberam o desprezo. Ninguém é obrigado a ter um animal em casa, mas se adquire um, por impulso, porque era bonitinho, ou sei lá por que raio, se torna responsável por cuidar, tratar e dar um mínimo de qualidade de vida, não dá para empurrar para ninguém a sua irresponsabilidade, então pode pensar antes de agir para não fazer sofrerem seres inocentes que não tem noção do tamanho da ruindade humana? Assim como eu, outras pessoas não tem que corrigir seus atos, não adianta pensar que alguém vai querer quando você abandona, se eu quiser eu procuro, não vou esperar alguém jogar fora. Animal não é brinquedo, e essa massa cinzenta que você carrega dentro da sua caixa craniana é feita para ser usada ok?
E para quem gosta, tem, protege e se preocupa a palavra de ordem é castrar, castrar sempre, animais não tem desejo de ser pai ou mãe, tem instinto, só, mas em breve volto para falar disso, os benefícios da castração para seus bichinhos e para você. "Bye, inté".

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